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Quarta-feira, Novembro 08, 2006
dei uma faxinada no blog.
e sim, continuo em crise.
** Cuspido por Estrela
em 9:42 PM **
*
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Sexta-feira, Novembro 03, 2006
Ai, tou em crise existencial.
** Cuspido por Estrela
em 10:35 PM **
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Vamos ver se alguém me explica essa lógica:
Você como parlamentar pode chamar N.Sa. de vagabunda, porque tem imunidade.
Mas se você for um comum mortal, não pode fazer qualquer crítica ao parlamentar.
E se for funcionário público, ainda perde o cargo.
Se você está se perguntando aonde fica a liberdade da imprensa, o tal do direito de expressão, eu também não sei aonde foi parar.
Pois é o que aconteceu com o Emir Sader. Felizmente, essa sentença cabe recurso e, se ainda existe lógica na justiça, será reformada.
Acho que o maior manifesto que se pode fazer é divulgar o texto do Emir, que permanece atual.
Clique aqui para ver NOTÍCIA
Clique aqui para ver o ARTIGO
E se você continua revoltado, assine o manifesto abaixo por e-mail: solidariedadeaemirsader@hotmail.com
"A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 11ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu. O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em virtude de artigo publicado no site Carta Maior, no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução".
O juiz ainda determina: "(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado".
Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças.Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio."
Primeiros signatários:
Antonio Candido
Flávio Aguiar
Francisco Alambert
Sandra Guardini Vasconcelos
Nelson Schapochnik
Gilberto Maringoni
Ivana Jinkings
** Cuspido por Estrela
em 10:24 PM **
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